É sempre um privilégio assistir a palestra de Ronaldo Campos, uma pessoa que admiro. Ele tem o dom da oratória; fala com postura de corpo e alma, “prende” a atenção, encanta.
Durante sua explanação, fomos lembrados do quanto somos volúveis, insatisfeitos e queixosos. Vez por outra, pensamos em desistir de tudo como se isso ajudasse, não é verdade? Nã nã ni nã nããão. Lição não aprendida terá que ser repetida!
Vamos refletir juntos? Será que Cristo teve problemas? O mínimo conhecimento sobre a vida Dele já indica que “sim, ele teve grandes e sérios problemas”. (diria até que Ele continua tendo, afinal a humanidade ainda tem muitos rebeldes, aflitos e criadores de problemas, mas vai mudar, eu creio. E muda, quando eu também mudo). O que Ele fez diante de tudo que tinha pra resolver? Será que se parece com o que eu e você fazemos?
Pautado no Evangelho, Ronaldo exemplificou quatro momentos de dificuldades morais que Cristo teve:
1º. – Ele anteviu os sofrimentos pelos quais iria passar...
“Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; todavia não seja o que eu quero, mas o que tu queres”. (Marcos 14:36)
“Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. (Lucas, 22:42)
“Meu Pai, se não é possível que este cálice passe sem que eu o beba, faça-se a tua vontade!” (Mateus 26:42)
O Cálice representa as provações dolorosas. Ao invés de se revoltar, reclamar, questionar, Ele atendeu de forma obediente e resignada a Vontade do Pai. Sabia que seu testemunho de fé produziria resultados benéficos mais adiante.
Quantos de nós beberíamos o cálice por acreditar no Amor Maior?
2º. – Traição por parte de um amigo consolidado por um beijo
“E logo, aproximando-se de Jesus disse: Salve, Rabi. E o beijou.
Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Nisto, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam”. (Mateus 26:49-50) Jesus sabia o que aconteceria, Ele aceita a situação e nos ensina sobre o perdão incondicional aos entes queridos. Trata Judas com dignidade e respeito abençoando-lhe ao chamá-lo de amigo.
Quantos de nós teríamos um olhar complacente para quem nos traiu?
3º. – Multidão concedeu liberdade a Barrabás
“Portanto, estando o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado o Cristo?
O governador, pois, perguntou-lhes: Qual dos dois quereis que eu vos solte? E disseram: Barrabás.
Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar, e o entregou para ser crucificado”. (Mateus 27:17,21 e 26)
Ele foi alvo da ingratidão coletiva. Nenhuma voz venceu as barreiras do medo e se expôs para sair em Sua defesa.
Quantas vezes nos calamos frente às injustiças?
4º. – Foi erguido na cruz como malfeitor vulgar
Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico,onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. (João 19:17-18).
Ele foi vítima de uma condenação injusta coroada de muita solidão.
“Acusado de feiticeiro, de servo de Satanás, de conspirador, Jesus demonstrou, em todas as ocasiões, o máximo de boa-vontade para com os espíritos mais rasteiros de seu tempo. Sem desprezar a boa palavra, no instante oportuno, trabalhou a todas as horas pela vitória do amor, com o mais alto idealismo construtivo.
E no dia inesquecível do Calvário, em frente dos seus perseguidores e verdugos, revelando aos homens ser indispensável a imediata conciliação entre o espírito e a harmonia da vida, foram estas as suas últimas palavras “Pai, perdoa-lhes,porque não sabem o que fazem!...”
(Mensagem extraída do livro: "Boa Nova"- Humberto de Campos - Psicografia: Francisco Cândido Xavier )
Quantos de nós, no meio da dor dilacerante, lembraríamos de perdoar?
Em quatro passagens, quantos exemplos. Pois é, Cristo compreendia a Vontade do Pai, erguia a cabeça, entrava em preces e ganhava forças para continuar a caminhada.
Diga se não é isso que devemos fazer? Quem conhece a Vontade do Pai não sente ânimo para brigar, não aceita pensamento para desistir. Trilhar o caminho do amor, confiança, perdão. Perseverar. Orar e Vigiar. Transformar (não ao outro, mas mudar a nós mesmos, modificar o nosso modo de agir perante os desatinos do outro). Insistir no caminho do bem. Procurar ver o problema, como oportunidade/ desafio para nos tornarmos seres melhores, mais humildes, mais amáveis, mais humanos e próximos de Deus.
Quando a tola ideia de desistir de tudo bater à porta da nossa mente, lembremos que estamos diante do instante dourado. Façamos dois questionamentos:
- Quero ser parte do problema ou parte da solução?
- Qual o tamanho da minha fé?
Perseveremos na busca da solução!
(Eu me reenergizando em Tamandaré- PE )
O INSTANTE DOURADO
Quando a situação se te revele difícil e as forças te pareçam exaustas...
Quando a enfermidade se te instale nas energias, semelhante a uma sombra que não consegues extinguir...
Quando o desânimo te procure, sugerindo-te a desistência dos encargos que abraçaste...
Quando as dificuldades se multipliquem criando-te embaraços e lutas...
Quando as complicações surjam tamanhas que o abandono dos próprios encargos, se te afigure como sendo o caminho a seguir...
Então, haverás atingido o instante dourado para o testemunho de tua própria fé, porque servindo e agindo, em meio a cansaço e tribulação, podes guardar a certeza de que, pelas ocorrências do trabalho, Deus chegará em teu auxilio com o socorro imprevisto e com a inesperada luz.
(Mensagem extraída do livro: "AMIZADE"- Meimei- Psicografia:Francisco Cândido Xavier )
Muita paz,
Aline