8 de julho de 2013
Metamorfose
Ao nascermos já entramos em contato com ela. A ampulheta do tempo não para e a visita indesejada tem dia certo pra chegar.
"Para o Espírito o nascimento é uma morte; a morte, renascimento para a vida espiritual" (Kátia Flocke)
Existe um texto que traduz bem isso:
“Imagine que você está à beira mar e vê um navio partindo .
Você fica olhando, enquanto ele vai se afastando, se afastando, cada vez mais longe, até que finalmente aparece apenas um ponto no horizonte, lá onde o mar e o céu se encontram.E você diz: - Pronto, ele se foi.Foi onde? Foi a um lugar que a sua vista não alcança só isto.Ele continua tão grande, tão bonito e tão importante quanto era quando estava perto de você.A dimensão diminuída está em você, não nele.E, naquele exato momento em que você está dizendo "ele se foi", há outros que vendo-o aproximar-se exclamam com júbilo:- Ele está chegando!”
( Henry Sobel)
E assim, pensando "nela", somos convidados a refletir sobre a vida. Como temos vivido? O que temos feito de bom para o outro, para nós? O que temos aprendido? O que temos ensinado? Em quem temos nos transformado? De que forma temos aproveitado esse tempo, nesta escola chamada vida, antes de ouvirmos o toque de recolher para um novo recomeço?
Esses questionamentos ganham ainda mais sentido quando me deparo com lições como esta . Vejam, garanto que vale a pena.
Luz e paz,
Aline
08/07/13
1 de julho de 2013
O Caldo do tempo
Três meses se passaram e nem percebi.
De repente, quando me dei conta, senti saudade daqui.
O que aconteceu?
Vítima de uma inabilidade momentânea, rodei dentro da onda. Debaixo d´água, prendi o ar para que o sangue continuasse a ser oxigenado. Voltei.
Novas rotas e cá estou.
"Nosso corpo espiritual, em qualquer parte, refletirá a luz ou a treva, o céu ou o inferno que trazemos em nós mesmos" (Emmanuel - Psicografado por Chico Xavier)
Aline Caldas
01/julho/2013
11 de março de 2013
Aquela paz...
O que a paz representa pra você?
Uma sensação boa? Estado de espírito confortável? Objetivo de vida?
É possível pensar que paz não é
sinônimo de ociosidade, mas algo que faz parte de uma conquista, uma luta
interna? Creio que sim, pois perceber os próprios erros/defeitos pode gerar
mudanças positivas.
Sabe o que é mesmo importante? Não paralisar diante do
sentimento de culpa. Nada disso! Perdoar a si mesmo é o primeiro passo para,
logo após, focalizar na vontade de ser melhor, de acertar e, sobretudo não tornar
a repetir os erros passados.
Imagem: leycosmica.org
Cotidianamente é preciso treinar o nosso espírito
para vencer os desafios dos atos e escolhas. Acertando, creio que a teremos como companhia: a paz sempre tão desejada.
Aline Caldas
11/03/2013
28 de fevereiro de 2013
Olhar, cuidar de si.
Perscrutar a relação entre o conteúdo do que escrevemos e a forma como agimos é um exercício, no mínimo, interessante.
Nem sempre o que escrevemos corresponde, fielmente (100%), a nossa prática, MAS já indica uma centelha de luz (refiro-me aos bons sentimentos, porque disseminar o que não seja nobre... nem pensar!).
E assim, pode ser que o discurso esteja na fase do desejo, vontade ainda não materializada que aguarda o devido tempo pra "florir".
Imagem: borboletanobueiro.blogspot.com
Como palavra tem força e poder, que tal nos cercarmos sempre e a cada dia, com todo cuidado, das mais belas?
Aline Caldas
SP, 28/02/13
11 de fevereiro de 2013
Captou?
Você é daquele tipo de pessoa que...
- reclama do que não tem e não vê o que já conquistou?
- propaga o que te desagrada ao invés de promover aquilo que te faz bem?
- acha que sabe de tudo quando ainda tem tanto para aprender?
- cobra dos outros atitudes que você não vivencia?
- valoriza o presente quando a pre-sen-ça é que é fundamental?
- aponta com facilidade o que enxerga como 'falta' do outro, mas é incapaz de ver suas próprias falhas?
- fala do que não consegue ser exemplo?
Que tal você...
- enunciar apenas o que de belo você vê, sente e vive?
- divulgar algo que edifique, que te coloque pra cima ou que possa fazer bem a alguém?
- ter humildade pra aprender?
- viver a sua vida sem se importar com a vida e jeito de ser do outro?
- cuidar do que sente buscando nutrir nobres sentimentos?
- olhar para si em prol do seu melhoramento?
- lembrar que "palavras convencem, exemplos arrastam"?
Cansada de gente que fala/exige determinadas condutas e age de acordo com a conduta que critica, só que não vê, não percebe, não melhora.
Mas como tudo tem seu lado bom, a lembrança me serviu de inspiração para o post de hoje.
Portanto...
Como bem disse um primo meu:
"O que falta nas pessoas é o mínimo de maturidade emocional. Não adianta ser inteligente e não saber sentir, processar o sentimento... E empatia: coloque-se no lugar do outro. Acostumar-se à auto-análise é um passo para o crescimento." (Savio Caldas)
Cresça(mos)!
Aline Caldas
SP, 11/02/13
4 de fevereiro de 2013
Ressignifico
Diante desta imagem, refleti:
Na realidade, creio que ELE nada fecha.
ELE só ilumina, conduz, guia e inspira para o bem.
Nós, em processo de aprendizagem, é que com nossas falhas fechamos as portas. Fechamos a cara, damos as costas às pessoas e oportunidades imbuídos, muitas vezes, de prepotência, orgulho, egoísmo e da falsa sensação de que somos os donos da verdade.
Em verdade vos digo: Felizmente temos um Pai Bondoso que nos ama apesar de nós.
Aline Caldas
SP, 04/02/13
28 de janeiro de 2013
Estamos juntos...
O Brasil acordou e o pesadelo de ontem não foi apenas um sonho ruim.
Hoje ele segue seu curso de dor e despedidas.
Aos familiares e amigos das vítimas da tragédia em Santa Maria - RS, meu carinho, respeito e oração.
Luz e amparo espiritual para os que partiram, para os que ficaram e para os que ainda lutam pela sobrevivência.
Li e compartilho: " Para sentir a dor das pessoas não é preciso conhecê-las, basta ter um coração e se colocar no lugar delas".
É isso aí...
Aline Caldas
SP, 28/01/13
Partidas e Chegadas
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi".
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade
que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz:
já se foi, haverá outras vozes,
mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro".
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.
E é assim que, no mesmo instante em que dizemos:
já se foi, no mais além, outro alguém dirá feliz: "já está chegando".
Chegou ao destino levando consigo
as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajantes da imortalidade que somos todos nós."
(Richard Simonetti)
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