Um e-mail que recebi de um amigo, semana passada, me fez relembrar situações de coração acelerado, tremores, calafrios, sensação de sufocamento e morte. Sim, eu já tive Síndrome de Pânico. Conheci o doloroso medo de ter medo.
Na época, procurei ajuda tão logo identifiquei que algo não estava bem. Alguém especial me disse: "Busque descobrir o que te faz sentir assim. Não se permita a dependência de medicação, pois geralmente é o auxílio que te prestarão, mas isto só irá mascarar o que deverá ser devidamente trabalhado". Uma coisa era certa: eu não queria me anestesiar.
Fiz dois anos de terapia associado ao uso de Florais de Bach. Para quem me conhece sabe que tomei, religiosamente, as gotinhas associadas à vontade de identificar e modificar o que tinha que ser feito.
Optei (amparada por minha terapeuta) encarar e conhecer a dor que gerava todo aquele mal estar físico. Sentindo-a, pude me fortalecer. Não foi nada fácil, mas necessário. Para o encontro da cura, não existe outro caminho, a não ser saber o que alimenta a doença. Evidente que existem casos e casos, motivos e motivos, assim como diferentes abordagens para o tratamento.
Querer é o primeiro passo; o segundo é buscar as ferramentas; o terceiro é colocar a mão na massa , mergulhar na dor, desarrumar as gavetas internas para arrumá-las colocando, aos poucos e sem cobranças , tudo no seu devido lugar.
Isso leva tempo, tempo em que você se livra de excessos, culpas, medos, cobranças. Tempo ontem, agora e amanhã. Processo em andamento (e vivo!) diante de toda inconstância, do imprevisível, do que não se pode controlar.
(Se eu consegui, amigo, você conseguirá. Acredite e não desista de lutar pelo pulsar de sua vida. Estou contigo, lembre-se sempre!)
"Efetivamente, você ainda não
resplandece tanto quanto a luz,
mas pode acender uma vela ,
afastando as sombras."
(André Luiz)
Muita paz!
Aline Caldas
SP, 04/07/12