16 de dezembro de 2010

Feliz Estado de Espírito!

Final de ano se aproxima, pessoas num ritmo frenético de compras: roupa nova, presentes,  peru.
Preocupação exarcebada com o externo, com  o que o outro usará, pensará, comprará, servirá. O outro, sempre o outro.

Mas o que comemoramos mesmo no Natal? Qual seu sentido? Quem aniversaria? O que essa data representa?
As respostas para estas perguntas deveriam nortear o verdadeiro sentido deste dia.

Que possamos, especialmente na noite do dia 24 de dezembro:

- abraçar nossos amigos e familiares de forma sincera e com o coração bondoso;
- valorizar a PRESENÇA e não o presente;
- celebrar a vida, a oportunidade do crescimento diário;
- enviar  bons fluidos ao planeta Terra que nos abriga e para todos os nossos irmãos, habitantes e companheiros de jornada;
- (re)encontrar os sentimentos de paz, amizade e amor e que façamos deles companheiros dos dias vindouros;
- AGRADECER por tudo que somos, por tudo que "temos", por tudo que podemos ainda ser.

Amemos com intensidade!
Muita paz interior, bom astral e muita luz!
Feliz Natal!

Aline Caldas

14 de dezembro de 2010

Aconchego

Férias, pausa, tempo de voltar pra casa.
Lar, pais, irmãos, meu aconchego.
Palco de lembranças, ponto de minha partida.
Vozes, sorrisos, histórias, memórias.


Sinto o calor dos meus filhos por perto. Afagos, carinhos, beijos, abraços.
Coração tranquilo, sereno, feliz.
Vidas imbricadas, sensação de perfeita completude.
Aqui SOU.

Abraço fraterno,

Aline Caldas 

3 de dezembro de 2010

Direto da Concha



Observo como coisas pequenas, como o NADA, às vezes,  se transforma em muito, em desequilíbrio, em desestrutura.
Observo que o que penso ter de solidez,  às vezes, em segundos se desfaz e me mostra a fragilidade do que  vivo e sou.
Observo o quanto tem sido difícil,  às vezes, rir das idéias e intenções desencontradas, afastar situações toscas que viram GRANDES vácuos, hiatos.
Observo o quanto tenho de fazer da teoria, prática. A provação é fazer isso diante das adversidades que se apresentam.
E a vida corre, o tempo passa: do colorido ao cinza, do silêncio à indiferença.
Observo que esses sentimentos acordam quando me deixo levar por emoções que não são minhas, mas se entro na vibração, a responsabilidade é. Não me eximo.

Pedi uma luz a Chico e a mensagem que recebi foi:

"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim."
Eu sigo na busca da minha paz.
Ficar em concha é uma forma de cuidar dos atos e palavras, mas há sempre uma fresta pra quem se dispuser a abrir, ouvir e verdadeiramente se importar.
Consciente de que quando mudo, o mundo muda ...pra começar: "Bom dia, diaaaaaaaaaa! Obrigada PAI pela oportunidade de estar aqui para melhorar o que há em mim."

Luz e paz, um novo fim. (Valeu, Chico!)

Aline Caldas

1 de dezembro de 2010

Sementes de Luz

No ano de 2010, num mundo de expiação e provas,TRÊS semeadoras saíram a semear...
Semearam tranquilas cumprindo sua lida. Semearam sem pressa, semente da boa e bem escolhida!
No jardim das semeadoras, fomos acolhidas e conduzidas ao convívio fraterno.
Despertamos o que há de melhor em nós.
Semelhantes às flores, florescemos!
Para brotar uma semente precisamos de elementos que despertem a força vital. 
No SEMEADOR, assimilamos, a cada encontro, a reserva nutritiva, hoje exalamos mais vida.
Estamos conscientes de que é preciso esforço e dedicação e que “quando a semente é boa e o coração é fértil, alguma nova planta floresce” (Aldo Cordeiro).
Que nosso Mestre Jesus traga o adubo e sol necessário para que possamos sempre dar o melhor de nós com generosidade, afeto, compreensão e amor.
Registro aqui minha gratidão às queridas orientadoras  MARA, STELA e MARISA (trio ternura) que com tanta sabedoria nos conduziram.
Meus agradecimentos aos nossos Mestres e Mentores Espirituais.

Dia 01/12/2010 - Entrega do Certificado de Conclusão do Curso Preparatório do Estudo da Doutrina Espírita.
Dia pra mim MEGA FELIZ!

Em 2011, mais aprendizado! Sigamos em frente e em PAZ!

Aline Caldas

29 de novembro de 2010

RevelAção




Dois momentos:
Coração aberto, mente serena.
A responsabilidade da busca do conhecimento, desenvolvimento do eu verdadeiro, evoluo.
Coração fechado, mente turva.
A ignorância não me permite ver, perco-me de mim.
Duas faces: luz e escuridão.

E assim a vida segue, com uma diferença...
Hoje não quero que siga por seguir.
Quero mais sentido no que penso, falo, leio, escuto, exemplifico, exercito, sou.
Quero aproveitar o tempo com disposição e vontade para vibrar positivamente, para reformular-me moralmente e para perdoar-me quando preciso for.
Preciso retirar os véus durante a caminhada, preciso captar e me tornar luz a cada dia, a cada instante!

Abraço fraterno,

Aline Caldas 

24 de novembro de 2010

O sofrimento existe?



Para BUDA, a origem dos sofrimentos está no desejo. Quando não satisfeito o desejo, mais o ser humano mergulha na tarefa de tentar saciá-lo e assim  mais ele se afunda no sofrimento.

Em nosso universo há espíritos que sofrem e espíritos que não sofrem. Filhos de um mesmo DEUS não podemos atribuir a Ele a causa do que passamos. Devemos perceber que recebemos lições compatíveis com nossa NECESSIDADE evolutiva.

" Os Espíritos são os seres inteligentes da criação"
Inteligentes, portanto capacitados para resolver questões, amenizar impactos, depressão, revolta.
O autoconhecimento ajuda a diminuir nossa ignorância, nossos desejos infantis.
Tirar o SE de frases muitas vezes ditas como "eu só posso ser feliz se" é um bom exercício para enxergar que as pessoas, por exemplo, não fazem parte de minha posse. A única pessoa que pertence a mim sou eu mesma.

Para a Filosofia "o sofrimento existe e não existe", simples assim, não?
Modificar atitudes, maneira de pensar e viver, cuidar de nossa casa mental; lembrar que "nossa harmonia íntima depende não do que recebemos, mas do que damos" (Richard Simonetti) auxilia a evitar situações de sofrimento ou nos ajuda a enfrentá-lo.

"A dor possui um grande poder educativo: faz-nos melhores, mais misericordiosos, mais capazes de nos recolhermos em nós mesmos e persuade-nos de que esta vida não é um divertimento, mas um dever".
(Cesare Cantú)

Abraço fraterno,

Aline Caldas 





9 de novembro de 2010

Encontro Marcado




Senti uma emoção tão bonita ontem, tão intensa e significativa que queria dividir com vocês. Senti o abraço e ouvi a voz de Deus.
Parece mentira, não? Mas acreditem: é verdade o que digo.

(Vou contextualizar  o trecho acima: Ao chegar em SP, uma grande amiga minha de infância, enviou-me o contato telefônico da cunhada dela (que também é de Fortaleza) que mora aqui próximo a mim. Trocamos e-mails, scraps pelo orkut e um dia, resolvi ligar para ela. Ao telefone parecia que já nos conhecíamos há décadas tamanha a "intimidade" com que já confidenciamos sobre nossas vidas. Falamos sobre realidade e sonhos, sobre inseguranças e descobertas. Ela me mostrou, em suas palavras, o lado bom de estar aqui, mesmo distante de nossas raízes. Uma vibração boa de ouvir.
Lembro que, na oportunidade, comentei com ela sobre minha experiência no Semeador. Ela ouviu atentamente. Depois falei sobre aquele dia que fui  a missa do Pe. Marcelo e as emoções que lá vivi. Conversamos muuuuuuuuuuuuito e ficou o desejo e promessa de nos conhecermos pessoalmente. Marcaríamos um café para conversarmos mais.
O tempo passou ( e como tem passado ráááááápido), semana passada trocamos e-mails relembrando a marcação do encontro ainda sem data...)

2a. feira, 14:45, SEMEADOR - Chego e após o passe de harmonização, caminho para me sentar e assistir a palestra " O SOFRIMENTO EXISTE ?" (tema que desenvolverei ainda essa semana aqui para o blog).

Sentei como de costume no centro do longo banco de madeira, percebi que uma jovem sentou-se na ponta do banco à esquerda e depois uma outra na ponta do banco à direita. Não olhei para os lados, pois estava em prece, portanto só percebi.

Depois de uns 15 minutos de palestra ouvi uma voz baixinha a minha direita: " Você é Aline, né?". Olhei para o lado, sorri (sorrimos) e já nos demos as mãos apertando as mesmas carinhosamente. Era ela, a minha conterrânea que só conhecia por fotos do orkut. Sentamos mais próximas e ao final da palestra, após a prece nos abraçamos fortemente.


Conversamos brevemente, mas de uma forma intensa em que o mais importante é dito e sentido. Ela me disse que aquele era o primeiro dia de trabalho do esposo dela, após 06 meses desempregado. E o que ela fazia no Semeador?

Lembram do telefonema que trocamos? Ela ficou curiosa com meus comentários e foi lá. Buscou o atendimento fraterno que muito a ajudou, como ela mesmo disse.

Aaaaaaaah, foi também assistir a missa do Pe. Marcelo e teve a graça (assim como eu) de ser convidada para assistir lá próximo dele, no Altar. Preciso dizer que ela passou a missa chorando de emoção? Preciso dizer que me emocionei ao ouvir todo esse relato?

Ontem, ela estava lá para assistir a mais uma palestra e para agradecer. Falou que tem ido as 2as. feiras e nos encontraremos nesses dias, até que ela vá para sua nova morada.

Sim, ela irá, em breve, para o interior de SP, onde seu marido agora trabalha, onde eles serão mais felizes com a graça de DEUS. Digo mais, pois pude ver em seus olhos o quanto ela já É feliz, o quanto esses meses de provações serviram pra FORTIFICAR o amor dessa família (eles tem 03 lindos garotos).

Ao chegar em casa, conversando com meu esposo falei, com muita emoção sobre a tarde especial que tive, do quanto Deus se mostra e AGE a todo instante em nossas vidas, temos que ter olhos pra ver, ouvidos para ouvir.

Para quem conhece o auditório do Semeador é amplo, são váááaáários bancos de madeira, muitas pessoas (tudo bem que ontem não foi uma tarde cheia, mas...) e a gente sentar logo uma junto da outra?
E ser o tema que foi (O sofrimento existe?)?
E ser o 1o. dia de trabalho do esposo dela depois de tanto tempo?
E ela estar lá para agradecer e me encontrar?

Como não ver DEUS?

Como não senti-lo?

Como não ouvi-lo no relato dela tão grato a Ele e cheio de amor?

Saí de lá extremamente FELIZ. Ao dirigir, comecei a cantar uma musiquinha que aprendi com meu filhos, quando eram pequeninos, ela diz assim:

"Deus é bom pra miiiiiiiiiiim,
Deus é bom pra miiiiiiiiiiim,
Contente estou,
caminhando vou
Deus é bom pra miiiiiiiiiiim!"


Saí de lá com a sensação de que ao ouvi-la, Deus falou comigo. Ao abraça-la, quando nos despedimos, Ele  também me abraçou.


Alguém duvida? Eu nem ouso.

Abraço fraterno,

Aline Caldas