21 de setembro de 2010

PAI, obrigada!

Cada vez mais o tempo passa numa velocidade que mal percebemos. Tudo tão corrido, tudo tão às pressas...

Bom seria passar a marcha ré no tempo...voltar para aquele abraço, para aquele momento especial, reviver a alegria, rever pessoas queridas que se foram.
No entanto, o tempo segue sempre em frente, tudo se modifica a cada manhã.
Cada novo dia é uma oportunidade que DEUS nos concede de escrevermos uma nova história, de não repetirmos erros, de reconhecermos outros, de pedirmos perdão, de fazermos a grande lição: AMAR (a nós mesmos e ao próximo).
Com tantas oportunidades e no ritmo frenético que vivemos, costumamos esquecer de AGRADECER.

De hoje em diante quero ficar atenta a esse compromisso que deve fazer parte de minha vida diária, assim como tenho e arranjo tempo para tantas outras atividades, algumas até sem importância. Terei TEMPO para agradecer especialmente pelas bençãos, pelas aquisições (valores) do meu espírito que busco repartir com quem amo, com quem está e se faz próximo, com quem se deixa tocar.



OBRIGADA meu PAI pela minha vida, pelos meus sentidos perfeitos, pelo teto, pelo alimento, pela família, pelos amigos que venho REconhecendo nesta caminhada.
OBRIGADA por sentir sua Mão a me conduzir e proteger em meu aprendizado evolutivo.
OBRIGADA por me fazer enxergar que até mesmo na dor posso crescer e encontrar algo de bom.
OBRIGADA por ter paciência comigo e rir dos meus questionamentos, observações e atos (sim, eu TE imagino ouvindo/vendo algumas coisas que digo/faço).
OBRIGADA por me amar apesar de mim!

Ouvi que " O ato de agradecer nos coloca em sintonia com o Criador" e assim serão os meus dias...em COMPLETA SINTONIA!

Beijos sintonizados com o ALTO!

16 de setembro de 2010

Mãos à obra


Minha consciência expande em relação a vida e seu significado ao estudar a Doutrina.
Confesso que tenho tentado pôr em prática os ensinamentos. Por vezes falho, mas TENTO acertar.
E nas pequeninas coisas posso ver que quando a gente muda, o mundo muda. Ou seja, creio que o grande lance é VENCER A SI mesmo.
Ao querer e desejar o melhor da vida, tenho que DESPERTAR valorizando o tempo e as oportunidades.
Agradecer e observar em cada experiência a possibilidade de ser útil, assim enriquecendo-me espiritualmente.

5 de setembro de 2010

Vem comigo!


"A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não"

E com esse pensamento iniciei o meu dia 04 de setembro. A tarde fui ao Santuário da Mãe de Deus para assistir a missa do Pe. Marcelo Rossi.
Sinto que fomos conduzidos por uma força maior até lá. Por ser início de um feriadão prolongado chegamos fácil ao destino.

No galpão onde a missa é celebrada encontramos cadeiras vazias somente nas laterais e bem no fundo. E ali nos sentamos.
Apesar do calor que fazia, uma paz e uma boa energia tomava conta de nós. Olhei para o altar e vendo o lugar em que os convidados sentam, senti curiosidade para saber como se faz para sentar lá.

Próximo do momento de iniciar a celebração, uma senhora da equipe do Padre passando pelo corredor em que estávamos convidou um casal sentado a nossa frente para ir para o altar. De repente, ela esticou o olhar até nós e disse: "Vocês são um casal?"
Respondemos que sim.
Ela falou: " Tenho apenas um convite, quem vai?"
Enquanto eu e ele nos olhávamos surpresos, ela pegou minha mão e com segurança disse: "Vem comigo!"

Noooooooooosssssssssssssssaaaaaaaaaaaaa, que felicidade! Chegando na escada que leva ao altar colocaram um adesivo com o número da cadeira em que eu deveria sentar: número 7. Número significativo pra mim pois me lembra alguém
extremamente importante em minha vida: meu filho. Pensando MUITO nele vivenciei essa tarde recebendo e emanando as graças recebidas através do meu pensamento de AMOR.

Subi e apenas a cadeira 7 estava vazia, na terceira fila de cadeiras, de onde dava para ver perfeitamente tudo.
Pe. Marcelo chegou e seu olhar encontrou o meu num movimento de cumprimento e sorriso largo prontamente correspondidos. Ali bem perto senti de uma maneira mais especial a vibração das letras das músicas, não contive a emoção, chorei , chorei...mas um choro tão bom, tão boooom...

"
Eu preciso de Ti Senhor
Eu preciso de Ti, oh Pai
Sou pequeno demais
Me dá Tua paz
Largo tudo pra Te seguir"

No momento da comunhão, recebi a hóstia das mãos de Dom Fernando Figueiredo.
Alguns podem pensar: "Kardecista na igreja? Comungando?"
Sim e por que não?
Sou filha de DEUS, transito em paz pelas religiões que levam a ELE.

"Pai, meu pai do céu, meu pai do céu
Eu quase me esqueci, me esqueci
Que o teu amor vela por mim, vela por mim
Que seja feito assim"

Arrepia ouvir o coro de vozes em uníssono cantando músicas que falam de amor e fé.

Ao final da missa, após o "banho" com água benta, Dom Fernando abençoa cada convidado individualmente já próximo a descida da escada.

Saí leve e FELIZ.

Naquele galpão cheiiiiiiiiiio de pessoas interpretei o convite : "Vem você!" como DELE. Aquela senhora foi apenas o instrumento. Esse convite ELE nos faz a cada dia, cada hora. Obrigada, meu PAI, pela tarde de ontem, pelo aconchego em Teu Colo naquele altar onde renovei esperanças, renovei a entrega das vidas de pessoas que amo e a minha vida também.

"Tudo é do pai
Toda honra e toda glória
É dEle a vitória
Alcançada em minha vida
Tudo é do pai
Se sou fraco e pecador
Bem mais forte é o meu Senhor
Que me cura por amor"

E apesar de hoje não ser meu aniversário, recebi ao final da noite um maravilhoso presente: meu filho e meu irmão chegaram às 23 horas em meu apartamento, de surpresa, para passarem o feriado em nossa companhia.

O dia 04 de setembro ficará registrado como um dia de bençãos e alegria em minha vida!

"Manifesta senhor o teu poder
Com prodígios, milagres, sinais"

Obrigada, meu PAI, muito obrigada!


Aline Caldas 


25 de agosto de 2010

Basta pouco


O que é preciso para ser feliz?

Analisando superficialmente a figura do Mestre Jesus podemos destacar HUMILDADE, SIMPLICIDADE e VERDADE cristã em seus atos e exemplos.

Em nosso dia a dia qual a distância que nos encontramos dos ensinamentos de Cristo?
O que temos feito ? Temos nos colocado diante da vida de modo produtivo em relação a nós mesmos e ao outro? Temos cuidado dos nossos pensamentos? Temos cuidado da nossa fala buscando falar somente o que é necessário, verdadeiro e o que pode favorecer uma melhora?
Temos cuidado dos nossos exemplos e ações?


Para ilustrar segue uma historinha que aconteceu, ontem, aqui em casa:

A hora do nosso jantar é momento de muuuuuuuuita conversa, trocas e risos. Momento de dizer como foi o dia. Nossa filha nos contou que tirou 4,9 em uma prova que valia 5,0.

Vibramos como sempre fazemos e ela disse:

- "Na realidade, eu tirei 4,5. Vi que a professora calculou errado e fui até ela mostrar. Antes de ir minhas colegas disseram pra eu deixar pra lá, deixar de ser boba...mas eu não quero o que não é meu...e fui!"

(Enquanto ela falava, eu agradecia a DEUS os sentimentos que semeamos nos corações de nossos filhos e os vemos brotar diante das situações da vida. Os olhos de meu esposo brilhavam de contentamento, assim como podia sentir os meus)

Continuando ela disse: - "Cheguei na mesa da professora e comentei o "erro". Ela olhou em meus olhos (pareceu não acreditar) e disse: Por sua honestidade a nota fica como está. Eu agradeci e voltei pra minha mesa"

Nosso discurso, enquanto pais, nunca valorizou a nota mais que a assimilação do conteúdo. Para nós o que importa é o APRENDIZADO dos nossos filhos. Parabenizamos nossa filha pela atitude correta que teve e lembramos que não deve ver a atitude da professora como uma "troca", mas reconhecimento apenas. Que INDEPENDENTE do que o outro faça, devemos estar bem diante de nós mesmos, sermos VERDADEIROS, como ela foi.

Ontem, ali diante dos meus olhos, vi que basta pouco pra ser feliz.

"Bastarão os princípios edificantes e simples..."

Abraço fraterno,

Aline Caldas 

20 de agosto de 2010

Encontro Singular


Semana passada foi uma semana muito especial pra mim.
Comecei a fazer um curso preparatório na Doutrina Kardecista. Sempre tive vontade, mas sempre adiava ou algo acontecia. Desta vez foi diferente...deu certo! Creio que porque só AGORA mesmo tinha que dar certo.


Olho "para trás" e vejo o quanto caminhei até chegar "aqui"...MAIS que isso tenho a percepção de que estou no início de uma longa estrada que já me traz pra perto do meu EU INTERIOR e me faz entender, questionar e aprender, inicialmente sobre mim e depois sobre o outro.
Iniciei no mesmo período, por vontade própria, a leitura do livro "NOSSO LAR". A cada página virada tenho a convicção real de que " Quando o servidor está pronto, o serviço aparece".

O serviço tem sido de reforma íntima, tenho buscado lapidar o espírito. Interessante ver como rapidamente as provações estão ali por perto, à espreita, pra ver a teoria na prática. Há momentos que até identifico, sorrio pra elas e "passo"...há outros que ainda não consigo ver...mas o querer já me estimula a abrir os olhos no desejo de identificá-las e superá-las.



Abraço fraterno,

Aline Caldas 

10 de agosto de 2010

Coisas Mínimas?


Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas,
por que estais ansiosos pelas outras?" - Jesus.
(Lucas, 12:26)

Ao chegar em SP, trazida pela transferência do emprego do meu marido e não ter encontrado ainda meu lugar profissional roubou de mim um pouco da minha paz. Chorei e por diversas vezes me questionei: Por que estudei tanto? Por que me especializei? Por que fiz mestrado? Por que agora tudo o que tenho é uma casa pra cuidar?

Tudo o que tenho é uma casa pra cuidar!

Interessante ver que achava isso pouco...até que um dia MANINHA (minha alma gêmea feminina) escreveu lembrando sobre a importância dos afazeres domésticos. TODO trabalho tem o seu valor, ainda mais neste caso, em que cuido da MINHA casa, do meu NINHO, do meu LAR.

Ontem o tema debatido no Centro Semeador foi “COISAS MÍNIMAS” e logo me trouxe à mente toda a confusão que um dia tive dentro de mim. Disse “tive”? (rsrsrsrsrs) Que progresso! Mas é verdade: TI-VE! Tenho exercitado a humildade, o carinho em cuidar do que é meu nos pequenos detalhes (muitas vezes nem vistos) que fazem diferença.

Descobri que estou desenvolvendo a capacidade de servir. Não existe título pra isso como mestre, doutora, MAS confesso a vocês que tem me feito bem mais feliz.

Evidente que quero achar meu lugar ao sol nessa cidade com tudo que aprendi profissionalmente, mas estou aberta, no momento, para aprender (e sempre) HUMANAMENTE.

O momento em que me encontro é o de aprender a valorizar as tarefas humildes. Como elas são necessárias ao nosso dia a dia...é que estamos no automático e muitas vezes não reparamos, até enxergamos, mas não vemos.

Que DEUS nos dê olhos para ver, ouvidos para ouvir, alma para sentir!

“Estejamos zelosos pelas coisas pequeninas. São parte integrante e inalienável dos grandes feitos”

Abraço fraterno,

Aline Caldas 

9 de agosto de 2010

Yes, WE CAN!


Passei um tempo sem aparecer por aqui devido as férias. Foi um tempo bom, tempo para renovar as forças (em todos os sentidos). Voltamos ontem ao centro espírita, fez um dia lindo em homenagem ao dia dos pais. Dia de luz, dia de sol.


O tema da palestra foi " O mundo e o mal".O palestrante iniciou sua fala a partir da seguinte indagação: O que estamos fazendo das nossas vidas? Temos buscado nossos objetivos individuais ou temos nos escondido em nosso medo improdutivo esperando a morte chegar?
Chamou-me atenção o medo improdutivo. Sim, quantas vezes nos colocamos na "cômoda" situação de tudo reclamar e indagar: " Por que eu? Por que comigo?
Ao olhar pelo viés tenebroso acabamos por nos impedir de ver que podemos conseguir o que queremos. Sim, podemos! De que maneira? Mudando o foco, deixando lamentar e partindo pra AÇÃO. Não dá para ficar paralisado. Não há nada pior do que a morte em vida.
E assim..."se Deus acredita em mim quem sou eu para duvidar?"
Que possamos redescobrir em nós a força para SUPERAR e VENCER a nós mesmos, que possamos ver a vida com bons olhos conscientes de que devemos enfrentar as provas diárias para fazer a nossa própria história. Somos escritores e personagens principais da própria trama... o enredo e o "final" cabe a nossa imaginação.

Abraço fraterno,

Aline Caldas